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Quando penso no signficado da JOC na minha vida, percebo que estou hoje no mesmo caminho que iniciei há já 50 anos!... Da JOC a FRATERNIDADE das Irmãzinhas de Jesus (a quem pertenço) houve continuidade. Foi só uma passagem. "Aos 17 anos, com a JOC, reencontrei
Jesus" Lembro-me da "carta de relações", da importância de criar laços de amizade com os jovens trabalhadores, assim como do caderno onde todos os dias anotava as minhas, as nossas reacções diante da realidade da nossa vida e de como, pouco a pouco, escrevendo, comecei a rezar, a falar com Jesus... Semanalmente, reuníamos em grupo, para partilhar; eram momentos de alegria, de força e seriedade, tentando iluminar a nossa vida com a Palavra do Evangelho, procurando, com as nossas acções transformar a nossa vida pessoal e colectiva. Posso dizer que aos 17 anos, com a JOC, reencontrei Jesus - a pessoa de Jesus de Nazaré, vivo, presente em toda a nossa vida. Não
ouvi vozes, mas o seu apelo chegou-me através dos jovens trabalhadores.
Por isso, queria uma família religiosa que me permitisse continuar a viver com o povo simples, trabalhador, agora imigrante, com quem pudesse partilhar a mesma condição social e comungar da sua vida - com todos os meus limites e fragilidades - percorrendo com eles un caminho de libertação, e ter tempo gratuito por Jesus na Eucaristia e pelos irmãos. Fico muito feliz por estar a nascer, a crescer, aqui, na
Quinta da Serra, um grupinho de jovens
que quer entrar nesta dinâmica. |
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